MUSICA

MUSICA

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Se eu pudesse atingir
a quietude das coisas simples,
a serenidade das harmonias mortas,
e dormitar na inconsciência
de tudo quanto não existe!
Se eu pudesse banir a melancolia,
porque me atormenta,
me afunda,
me reduz ao desespero de não saber viver!
Se eu pudesse perseverar em ser alegre,
fruir confiança
e reter na minha alma
sómente os momentos divinos de prazer!
Viver só por viver!
Nada querer além da vida,
não devassar meu Eu,
e embalar-me tranquilamente
na esperança
dos meus sonhos!
Ah! Se eu pudesse adormecer!...

1 comentário:

ana correia disse...

Ana Correia.
este poema e sublime, transcendental, não e apenas lirismo, é mais que expressão de sentimentos, torna-se arte pura, quando tenta definir a verdadeira natureza da alma humana.
«a imaginação e mais importante que o conhecimento»

na estrutura externa e um estilo livre, sem entraves ao pensamento, a nivel interno tem bom recurso de estilo. devo dizer que me faz lembrar "quantas almas tenho" (pessoa)