Preciso habituar-me a substituir-te pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos invisíveis,
à canção que tu cantas
e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu inventei-te!...

Comentários

Anónimo disse…
Um poema muito bem construído. Gosto mais dos rimados. Mas este, apesar de o não ser, está óptimo.
Beijinho
Joaquim Sustelo

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